Confesso-me...

Por muito que eu viva, nada apaga toda a estupidez que já cometi na vida….e mesmo que o tempo retornasse atrás, não sei se conseguiria apagar todo o mal …o que me faço…que faço aos outros …ou que te fiz a ti!
São sinais com que o tempo nos marca a ferro e fogo, para que se perceba a falta de inocência em cada acto cometido, em cada frase dita, em cada olhar desperdiçado ….inocência há muito perdida por caminhos escusos, por dores que teimosamente sangram….
…na alma, as garras do sofrimento marcadas bem fundo ….a dor de perder as pessoas que nos fazem falta…(são sempre as que nos fazem mais falta, não é?) …as pessoas de quem gostamos …as pessoas que queríamos ter do lado!
…nos braços, transporto a falta de sensatez para não cometer loucuras... a minha!
…na pele, a corrosão pelos erros que ainda não cometi!
…e nas mãos? Nestas mãos que te afagaram e não souberam guardar…esfumam-se as mágoas e os medos, as dores e os segredos… são mãos vazias de ti, que te magoaram e me magoaram ainda mais…
…na boca, ainda, o sabor de um beijo que a chuva não lavou …o teu!
…nos pulsos, as algemas dos meus erros… dos que cometi vida fora…os de ontem, os de hoje…e dos que vou cometer amanhã…
…erro comigo, errei contigo, erro com a vida.. acho mesmo que é o único verbo que sei conjugar em todos os tempos!
…e quando me olho, e penso no porquê de cometer erros, não sei responder ….sei apenas que a minha vida não vale o esforço de os superar, nem sei sequer se vale a vontade de viver, (porque não há vida no vazio) e porque eu seja, talvez, o maior de todos os erros!
São sinais com que o tempo nos marca a ferro e fogo, para que se perceba a falta de inocência em cada acto cometido, em cada frase dita, em cada olhar desperdiçado ….inocência há muito perdida por caminhos escusos, por dores que teimosamente sangram….
…na alma, as garras do sofrimento marcadas bem fundo ….a dor de perder as pessoas que nos fazem falta…(são sempre as que nos fazem mais falta, não é?) …as pessoas de quem gostamos …as pessoas que queríamos ter do lado!
…nos braços, transporto a falta de sensatez para não cometer loucuras... a minha!
…na pele, a corrosão pelos erros que ainda não cometi!
…e nas mãos? Nestas mãos que te afagaram e não souberam guardar…esfumam-se as mágoas e os medos, as dores e os segredos… são mãos vazias de ti, que te magoaram e me magoaram ainda mais…
…na boca, ainda, o sabor de um beijo que a chuva não lavou …o teu!
…nos pulsos, as algemas dos meus erros… dos que cometi vida fora…os de ontem, os de hoje…e dos que vou cometer amanhã…
…erro comigo, errei contigo, erro com a vida.. acho mesmo que é o único verbo que sei conjugar em todos os tempos!
…e quando me olho, e penso no porquê de cometer erros, não sei responder ….sei apenas que a minha vida não vale o esforço de os superar, nem sei sequer se vale a vontade de viver, (porque não há vida no vazio) e porque eu seja, talvez, o maior de todos os erros!

1 Comments:
Do alto da minha ignorância
Sinto que por muito que se viva, nada apaga nada. Recorro ao dicionário que diz que viver é “ter vida, existir, durar, habitar, residir, alimentar-se, nutrir-se, comportar-se, ter relação com…”
A tua existência, dá vida a uma alma que não por mero acaso, mas por exercício de vivência intencional está “viva”, e faz sorrir outras, dá vida a outras, torna a sua existência útil e durável sendo habitada por pensamentos, emoções e verdades absolutas não pelo saber, mas pelo sentir.
Habitas sem intenção mas com tensão de um quero mais tão intenso que a alma de outros tomas, sem pedires licença e sem querer simplesmente porque as alimentas e como tal lá resides pacífica e necessariamente, porque de necessidade se trata. Vais nutrindo essas almas que te desejam, com vitaminas de luz embebidas numa doçura inesgotável, que as levam, a comportar-se com vida, e a querer relacionar-se contigo.
Estranho, o dicionário frio, cru, sem mente nem razão, parece estar certo. Talvez por isso tu vivas, assim eu sinto….
Do alto da minha ignorância
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