quarta-feira, janeiro 31, 2007
domingo, janeiro 28, 2007
Contrabandista...

…no narcotráfico das emoções, eu percorro as vielas mais sombrias, os cantos mais escuros, e conheço cada palmo do traçado das noites mal dormidas entre lençóis frios….
Hoje corpo de sombras onde a chama há muito se apagou, traficante de sentimentos…. na bagagem, ainda, as cores do sorriso que te roubei …e em cada porto esconso, por onde paro e descanso das jornadas, os meus olhos atentam-se a todos os movimentos, mesmo os imperceptíveis e silenciosos, porque comigo, carrego oculto o meu tesouro, aquele que de mim ninguém pode afastar, porque ….sou fera presa em cativeiro, eterna fugitiva de mim e contrabandista de ti!
Hoje corpo de sombras onde a chama há muito se apagou, traficante de sentimentos…. na bagagem, ainda, as cores do sorriso que te roubei …e em cada porto esconso, por onde paro e descanso das jornadas, os meus olhos atentam-se a todos os movimentos, mesmo os imperceptíveis e silenciosos, porque comigo, carrego oculto o meu tesouro, aquele que de mim ninguém pode afastar, porque ….sou fera presa em cativeiro, eterna fugitiva de mim e contrabandista de ti!
sábado, janeiro 27, 2007
Confesso-me...

Por muito que eu viva, nada apaga toda a estupidez que já cometi na vida….e mesmo que o tempo retornasse atrás, não sei se conseguiria apagar todo o mal …o que me faço…que faço aos outros …ou que te fiz a ti!
São sinais com que o tempo nos marca a ferro e fogo, para que se perceba a falta de inocência em cada acto cometido, em cada frase dita, em cada olhar desperdiçado ….inocência há muito perdida por caminhos escusos, por dores que teimosamente sangram….
…na alma, as garras do sofrimento marcadas bem fundo ….a dor de perder as pessoas que nos fazem falta…(são sempre as que nos fazem mais falta, não é?) …as pessoas de quem gostamos …as pessoas que queríamos ter do lado!
…nos braços, transporto a falta de sensatez para não cometer loucuras... a minha!
…na pele, a corrosão pelos erros que ainda não cometi!
…e nas mãos? Nestas mãos que te afagaram e não souberam guardar…esfumam-se as mágoas e os medos, as dores e os segredos… são mãos vazias de ti, que te magoaram e me magoaram ainda mais…
…na boca, ainda, o sabor de um beijo que a chuva não lavou …o teu!
…nos pulsos, as algemas dos meus erros… dos que cometi vida fora…os de ontem, os de hoje…e dos que vou cometer amanhã…
…erro comigo, errei contigo, erro com a vida.. acho mesmo que é o único verbo que sei conjugar em todos os tempos!
…e quando me olho, e penso no porquê de cometer erros, não sei responder ….sei apenas que a minha vida não vale o esforço de os superar, nem sei sequer se vale a vontade de viver, (porque não há vida no vazio) e porque eu seja, talvez, o maior de todos os erros!
São sinais com que o tempo nos marca a ferro e fogo, para que se perceba a falta de inocência em cada acto cometido, em cada frase dita, em cada olhar desperdiçado ….inocência há muito perdida por caminhos escusos, por dores que teimosamente sangram….
…na alma, as garras do sofrimento marcadas bem fundo ….a dor de perder as pessoas que nos fazem falta…(são sempre as que nos fazem mais falta, não é?) …as pessoas de quem gostamos …as pessoas que queríamos ter do lado!
…nos braços, transporto a falta de sensatez para não cometer loucuras... a minha!
…na pele, a corrosão pelos erros que ainda não cometi!
…e nas mãos? Nestas mãos que te afagaram e não souberam guardar…esfumam-se as mágoas e os medos, as dores e os segredos… são mãos vazias de ti, que te magoaram e me magoaram ainda mais…
…na boca, ainda, o sabor de um beijo que a chuva não lavou …o teu!
…nos pulsos, as algemas dos meus erros… dos que cometi vida fora…os de ontem, os de hoje…e dos que vou cometer amanhã…
…erro comigo, errei contigo, erro com a vida.. acho mesmo que é o único verbo que sei conjugar em todos os tempos!
…e quando me olho, e penso no porquê de cometer erros, não sei responder ….sei apenas que a minha vida não vale o esforço de os superar, nem sei sequer se vale a vontade de viver, (porque não há vida no vazio) e porque eu seja, talvez, o maior de todos os erros!
sábado, janeiro 13, 2007
sábado, janeiro 06, 2007
Impetuoso....

Impetuoso, o teu corpo é como um rio
Onde o meu se perde.
Se escuto, só oiço o teu rumor,
De mim, nem o sinal mais breve.
Imagem dos gestos que tracei,
Irrompe puro e completo.
Por isso, rio foi o nome que lhe dei,
E nele o céu fica mais perto.
(Eugénio de Andrade, "As mãos e os frutos")
Porque este "lugar" me lembra de ti.....
Parabéns

Tivesse eu um bolo e champanhe....
Pudesse eu pegar-te na mão e ensinar-te os passos.... que te levariam, por entre estes labirintos a calcorrear vielas de pedra, ao som de um rio que nos abraça e murmura canções....
...Depois, levar-te-ía a jantar, por entre veladas luzes, dois balões de tinto e uns acordes de Eliane ou Nina, para me aprisionares em passos de dança improvisados, num abraço sôfrego, numa mão esquecida, num beijo imaginado, e como o rio, que sempre dolente e envolto em mansas penumbras, nos seus mil reflexos, corre, incensível aos gritos que lhe salpicam as margens de um contínuo frenesim, e nos murmura segredos sempre novos.... com ele e contigo, eu partilharia um beijo e um segredo, e ao ouvido, baixinho e a medo.... dir-te-ía, gosto de ti....



